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Multas e Infrações 2026-08-11 10 min

Multa por Pneu Careca: Guia Completo

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Recebeu uma notificação de multa por pneu careca e não sabe por onde começar? Este guia foi feito para você. Aqui você encontra o guia completo, do momento em que o agente aborda o veículo até o desfecho do processo administrativo: o que fazer na hora, como verificar os pneus, como regularizar, como decidir entre pagar e recorrer e como acompanhar cada etapa. Siga a ordem abaixo e transforme um momento de aperto em um processo controlado, sem pânico e sem prejuízo desnecessário.

O contexto legal primeiro: pneu careca é infração de natureza grave, enquadrada no art. 230 do CTB, com multa base de R$ 195,23 conforme o art. 258 do CTB (valor sujeito a reajuste — confira a tabela vigente), 5 pontos na CNH e retenção do veículo até a regularização. O limite técnico é objetivo: sulcos com menos de 1,6 mm de profundidade, conforme a regulamentação do CONTRAN. Sabendo disso, vamos ao processo.

Resumo rápido:

O processo da multa por pneu careca tem 7 etapas: 1) entender a notificação; 2) medir e fotografar os pneus; 3) regularizar, trocando os pneus no limite; 4) decidir entre pagar e recorrer; 5) apresentar a defesa prévia no prazo; 6) recorrer à junta se a defesa for negada; 7) acompanhar o processo até o fim. A infração é grave — multa base de R$ 195,23 (art. 258 do CTB), 5 pontos e retenção. E, para o transportador, manter o RNTRC em dia completa a rotina: cadastro TAC R$ 276, ETC R$ 343, renovação R$ 324, inclusão de automotor R$ 276/324, implemento R$ 276/220, alteração R$ 171, placa R$ 110 e exclusão R$ 87.

Passo 1: Entenda a notificação

Assim que a notificação chegar, leia do início ao fim. Anote o número do auto de infração, a placa, a data e o local da abordagem, o código do enquadramento e, principalmente, os prazos: a data limite para a defesa prévia e, depois, para o recurso. Essas informações se repetem em todos os formulários, e qualquer erro de digitação pode atrasar o processo. Guarde a notificação original e trabalhe com cópias.

Verifique também se os dados estão corretos. Placa errada, enquadramento incompatível com a infração descrita, local incorreto ou ausência de identificação do agente são vícios formais que podem anular a autuação — e eles são identificados já nesta primeira leitura. Se encontrar qualquer inconsistência, registre por escrito: ela será o argumento central da sua defesa prévia.

Passo 2: Meça e fotografe os pneus

O segundo passo é documentar a condição dos pneus o quanto antes. Se os pneus ainda estão no veículo, meça o sulco de cada um com um sulcômetro ou paquímetro, em pelo menos três pontos, e fotografe o instrumento encostado no sulco. Inclua a placa do veículo no enquadramento e anote a posição de cada pneu fotografado — dianteiro esquerdo, tração direita, carreta, e assim por diante. Se o sulco estiver acima de 1,6 mm, essa medição é a sua principal prova.

Se os pneus já foram trocados, não tem problema: guarde a nota fiscal da compra e do serviço de montagem, com data, e fotografe os pneus novos instalados. O TWI também ajuda na leitura — quando a banda de rodagem se nivela com essas saliências internas dos sulcos, o pneu está no limite de segurança. Reúna todo esse material em uma pasta, física ou digital, antes de qualquer outra providência.

Passo 3: Regularize os pneus

Independentemente de você concordar ou não com a multa, regularize os pneus primeiro. Se algum pneu está no limite ou abaixo de 1,6 mm, troque-o antes da próxima viagem — dirigir com pneu careca é risco de acidente, de nova autuação e de retenção. Troque os pneus em pares no mesmo eixo sempre que possível, e lembre: pneu recauchutado, remoldado ou reaprofundado não pode ir para o eixo dianteiro, conforme a regulamentação do CONTRAN.

A regularização também é estratégia de defesa. Quando o órgão julga o recurso, saber que o motorista trocou os pneus imediatamente após a autuação demonstra boa-fé e zelo com a segurança — fatores que pesam a favor. Além disso, com os pneus em dia, o veículo volta a operar sem risco, o que é o objetivo final de todos: multa é consequência, segurança é prioridade.

Dica:

Antes de trocar, fotografe o sulco do pneu no limite junto com o veículo e a placa. Essa foto, somada à nota fiscal da troca, forma o par de provas mais forte da sua defesa: mostra o estado no momento da abordagem e a regularização imediata.

Passo 4: Decida entre pagar e recorrer

Com a notificação entendida e os pneus regularizados, chega a hora da decisão. Se a autuação está correta — o pneu realmente estava careca e não há erro formal, pagar a multa encerra o assunto, mas mantém os 5 pontos na CNH. Confira antes se o órgão oferece desconto para pagamento antecipado dentro de um prazo curto; se oferecer, o valor reduzido pode tornar o pagamento a opção mais econômica.

Se a autuação tem vícios — erro de enquadramento, medição duvidosa, pneu dentro do limite, recorra. A defesa administrativa e os prazos constam na notificação. Para o motorista profissional, a pontuação pesa na decisão: cinco pontos podem ser a diferença entre manter e suspender a CNH. Quando a multa é injusta, pagar sem contestar é deixar dinheiro e pontos na mesa.

Passo 6: Recorra à junta recursal

Se a defesa prévia for negada, ainda há caminho: o recurso em segunda instância, julgado pela junta recursal — normalmente a JARI nos órgãos de trânsito estaduais e municipais. O prazo para o recurso vem da decisão que negou a defesa prévia, então fique atento ao comunicado. Reapresente a documentação completa, anexe a decisão anterior e aprofunde os argumentos: se apareceram novas provas desde a defesa, este é o momento de incluí-las.

No recurso, a organização vale ouro. Numere os anexos, repita o número do auto de infração em cada página e escreva um texto claro, contando o fato e pedindo o cancelamento. Não precisa de juridiquês: precisa de lógica e prova. A junta julga com base no que está nos autos — se a sua documentação mostra o sulco dentro do limite ou a regularização imediata, as chances de sucesso aumentam bastante.

Passo 7: Acompanhe até o fim

O processo não termina quando você envia o pedido — termina quando sai a decisão final. Acompanhe o andamento regularmente pelo canal do órgão, usando o número do pedido e o do auto de infração. Se a decisão final for favorável, guarde o documento: ele comprova o cancelamento da multa e dos pontos. Se for desfavorável, o pagamento deve ser feito com o valor indicado na decisão.

E se a multa for de um órgão estadual e você quiser uma segunda opinião sobre os argumentos, procure o Detran do seu estado ou um despachante de confiança. O importante é não deixar o processo para depois: prazos perdidos significam multa paga e pontos mantidos. Controle cada etapa, anote as datas e, principalmente, mantenha os pneus medidos para que a próxima notificação nunca chegue.

Quanto custa manter tudo regularizado

O processo da multa termina, mas a rotina do transportador segue — e ela inclui manter o registro ANTT em dia. Operar com o RNTRC irregular pode render multa da agência de até R$ 5.000 por veículo em uma fiscalização, um valor que nenhuma economia com pneus compensa. Os nossos valores são fixos:

Serviço TAC (Pessoa Física) ETC (Pessoa Jurídica)
Cadastro no RNTRCR$ 276R$ 343
Renovação (revalidação)R$ 324R$ 324
Inclusão de veículo automotorR$ 276R$ 324
Inclusão de implementoR$ 276R$ 220
Alteração de dadosR$ 171R$ 171
Alteração de placaR$ 110R$ 110
Exclusão do registroR$ 87R$ 87

Um autônomo que regulariza tudo do zero — cadastro, inclusão do caminhão e do implemento — desembolsa R$ 828 (276 + 276 + 276). Uma empresa gasta R$ 887 (343 + 324 + 220) no pacote equivalente. Valores pequenos perto do prejuízo de uma operação parada por documentação irregular.

Erros comuns no meio do caminho

O erro mais comum é perder o prazo da defesa prévia — depois dele, a multa vira definitiva e o direito de contestar desaparece. O segundo é enviar sem provas: um texto reclamando da multa, sem fotos, medições ou notas, dificilmente convence. O terceiro é confundir os canais: defesa prévia no órgão autuador, recurso na junta — cada um tem seu endereço e seu prazo, indicados na notificação e na decisão.

Outro erro frequente é pagar a multa por impulso, sem conferir o valor e o desconto de antecipação, ou, no extremo oposto, recorrer de uma multa claramente correta só para adiar o pagamento. Use o bom senso: mediu o sulco, fotografou, trocou o pneu e a autuação foi indevida? Recorra. O pneu estava liso e a abordagem foi correta? Pague, aprenda e inclua a medição semanal na rotina.

Perguntas frequentes sobre a multa de pneu careca

Qual o sulco mínimo exigido nos pneus?

A regulamentação do CONTRAN exige profundidade mínima de 1,6 mm nos sulcos. Abaixo disso, o pneu é considerado em condições inseguras, sujeito a autuação e retenção. O TWI — indicador de desgaste presente nos sulcos — marca o ponto em que a banda atingiu o limite de segurança.

Qual o valor da multa por pneu careca?

A infração é grave, enquadrada no art. 230 do CTB, com multa base de R$ 195,23 conforme o art. 258 do CTB, 5 pontos na CNH e retenção até regularizar. Como os valores são reajustados periodicamente, confira o valor exato na notificação e na tabela de valores vigente do órgão de trânsito.

Pneu careca em caminhão segue o mesmo processo?

Sim, com um cuidado extra: a documentação e as provas devem cobrir todos os pneus da combinação de veículos, pois a autuação pode se referir a qualquer um deles. Para o transportador, recomenda-se também anexar o comprovante do RNTRC ativo ao dossiê de defesa, reforçando a regularidade da operação.

Como medir o sulco do pneu?

Com sulcômetro ou paquímetro, medindo em pelo menos três pontos de cada pneu. Profundidade abaixo de 1,6 mm indica pneu careca. O TWI serve de referência visual: quando a banda se nivela com ele, o pneu está no limite e deve ser trocado antes da próxima viagem.

Pneu com corte também entra no processo de regularização?

Sim. Cortes, bolhas e deformações são condições inseguras e justificam autuação e retenção mesmo com sulco acima de 1,6 mm. A regularização é a mesma: substituir o pneu danificado e documentar a troca com nota fiscal e fotos, que servirão de prova na defesa.

Como recorrer da multa por pneu careca?

Apresente a defesa prévia ao órgão autuador no prazo da notificação, com provas documentadas. Se negada, apresente recurso à junta recursal dentro do prazo da decisão. Os prazos exatos de ambos os pedidos constam na notificação e na decisão — não deixe para a última hora.

Quando devo trocar os pneus para evitar a multa?

Troque quando o sulco se aproximar de 1,6 mm — o ideal é antecipar entre 2 e 3 mm, principalmente no eixo dianteiro. Troque também pneus com cortes, bolhas ou deformações e respeite a regra de não usar recauchutado no eixo dianteiro. A troca programada sai mais barata do que a emergência na estrada.

Conclusão

Enfrentar uma multa por pneu careca é mais simples quando você tem um roteiro: entender a notificação, medir e fotografar os pneus, regularizar a situação, decidir entre pagar e recorrer, enviar a defesa no prazo, recorrer se necessário e acompanhar até o fim. Cada etapa tem seu tempo e seus documentos, e a recompensa de seguir o processo com cuidado é não pagar multa injusta — e não repetir o erro que a causou.

No fim das contas, o melhor processo é o que evita a multa: medição semanal dos sulcos, calibragem correta, troca antecipada e documentação do veículo e do transporte sempre em dia. O RNTRC ativo — cadastro, renovação, inclusões e alterações com os nossos valores — é parte essencial dessa rotina. Se o seu registro está atrasado, comece por ele: a regularização do transporte é o primeiro passo de uma operação tranquila.

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