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Multas e Infrações 2026-08-12 10 min

Multa por Não Usar Cinto de Segurança: Guia

Multa por Não Usar Cinto de Segurança: Guia: guia completo com valores reais, documentos, prazos e guia para transportadores.

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A multa por não usar cinto de segurança é uma das autuações mais frequentes no trânsito brasileiro, e o motorista profissional precisa saber exatamente como agir, do momento da abordagem até a decisão final de um eventual recurso. De acordo com o art. 167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sem o cinto de segurança é infração grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. Além do valor, a pontuação pode comprometer a habilitação de quem depende da direção para trabalhar, por isso conhecer o processo completo faz toda a diferença antes de tomar qualquer decisão precipitada.

Este guia foi preparado para transportadores autônomos, motoristas de caminhão e empresas de transporte. Você vai encontrar orientações sobre como se comportar durante a abordagem, quais documentos manter em mãos, como interpretar a notificação de autuação, quando vale a pena pagar com 20% de desconto e como apresentar defesa prévia, recurso na JARI e recurso no Cetran. Também mostramos como acompanhar o processo e por que manter o RNTRC da ANTT sempre em dia reduz o risco de novas autuações.

Antes de entrar no processo, entenda que existem dois caminhos para resolver uma multa: pagar com 20% de desconto em até 20 dias da notificação, conforme o art. 284 do CTB, ou contestar por meio de defesa prévia e recursos administrativos. A escolha depende da regularidade da infração e das provas disponíveis. Em muitos casos, uma notificação com erros de preenchimento ou prazo vencido pode ser anulada na esfera administrativa, sem necessidade de pagamento.

Vale lembrar que a obrigação de usar o cinto vale para o condutor e todos os passageiros, inclusive em caminhões e carretas. A fiscalização em rodovias federais e estaduais é constante, com operações direcionadas a veículos de carga. Saber o que fazer em cada fase evita erros que custam dinheiro, pontos na carteira e tempo de trabalho.

Resumo rápido: A multa por não usar cinto de segurança está prevista no art. 167 do CTB como infração grave, com valor de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. Você pode pagar com 20% de desconto em até 20 dias da notificação (art. 284 do CTB) ou contestar a autuação com defesa prévia, recurso na JARI e, se necessário, recurso no Cetran. O prazo padrão para apresentar defesa prévia e recursos é de 30 dias a contar da notificação correspondente.

O que fazer no momento da abordagem

O primeiro passo começa antes mesmo da notificação: no momento da abordagem. Quando o agente de trânsito sinalizar a parada, reduza a velocidade com segurança, acione a seta e estacione o veículo em local que não atrapalhe o fluxo, de preferência com o pisca-alerta ligado. Mantenha a calma, desligue o motor e aguarde as orientações dentro do veículo ou conforme indicado pelo agente.

Trate o agente com respeito e educação, mesmo que você discorde da autuação. Grosseria ou desacato só pioram a situação e podem gerar outras ocorrências. Tenha em mãos os documentos exigidos: CNH ou CNH-e, CRLV ou CRLV-e do veículo e, no caso de transporte rodoviário de cargas, o certificado do RNTRC e a documentação do contrato de transporte quando aplicável.

Se você considerar a autuação indevida, não discuta no local. Anote os dados da abordagem: nome e matrícula do agente, órgão autuador, local, horário e o que foi alegado. Essas informações serão úteis na defesa prévia. Lembre-se de que a assinatura do condutor não é obrigatória para a validade do auto de infração; você pode recusá-la sem que isso represente concordância, mas o ideal é registrar suas observações nos campos próprios.

Entendendo a notificação de autuação

Depois da abordagem, o órgão autuador envia a notificação de autuação, que pode chegar pelos Correios ou por meio eletrônico, dependendo do estado e do órgão responsável. Em muitos lugares, o motorista também consegue consultar a autuação pelo sistema de serviços do órgão autuador, usando o número do Renavam e a placa do veículo.

Ao receber a notificação, leia cada campo com atenção. Verifique placa, data, horário, local da infração, descrição da conduta e enquadramento legal no art. 167 do CTB. Confira também o valor informado, que deve ser de R$ 195,23, e a data limite para pagamento com desconto ou apresentação de defesa. Erros de preenchimento nesses campos estão entre os motivos mais comuns de anulação de multas na esfera administrativa — e cada erro identificado vira um argumento a seu favor.

Guarde o envelope, o aviso de recebimento e todos os documentos relacionados desde o primeiro dia. A contagem dos prazos começa a partir da notificação, e a prova de quando você recebeu a comunicação é essencial para garantir que o prazo de defesa não foi perdido por um erro de entrega. Fotografe tudo e mantenha uma cópia digital organizada.

Pagar com desconto ou contestar: como decidir

Diante da notificação, a primeira decisão é entre pagar com desconto ou contestar. O pagamento com 20% de desconto, previsto no art. 284 do CTB, só é vantajoso quando a infração é inequívoca — ou seja, quando não há dúvida de que o cinto não estava sendo usado e não existem erros formais na notificação. Nesse caso, o valor cai de R$ 195,23 para R$ 156,18, e o motorista renuncia ao direito de recorrer.

Por outro lado, se a notificação contém erros de preenchimento, se o enquadramento legal está incorreto ou se existem provas de que o cinto estava em uso, a contestação vale mais a pena. Uma multa anulada não custa nada; uma multa paga por engano custa o valor cheio ou com desconto, além dos 5 pontos na CNH. A recomendação é analisar a notificação com calma antes de qualquer pagamento.

Para o motorista profissional, a pontuação pesa ainda mais: o acúmulo de pontos pode levar à suspensão da CNH, e a suspensão significa dias parados e prejuízo direto. Por isso, avaliar o histórico de pontuação atual faz parte da decisão. Se você está perto do limite, contestar uma autuação duvidosa pode ser a diferença entre manter a habilitação e ficar parado.

Defesa prévia: o primeiro recurso

A defesa prévia é a primeira oportunidade de contestar a autuação, e o prazo é de 30 dias a contar da notificação de autuação. Ela é apresentada ao órgão autuador antes da aplicação da penalidade e serve para questionar erros formais, vícios de preenchimento, problemas na notificação e a própria materialidade da infração.

Na defesa prévia, o motorista deve expor os fatos e juntar as provas: fotos, testemunhas, comprovantes e qualquer documento que sustente os argumentos. Erros como placa trocada, local incorreto, enquadramento errado ou notificação fora do prazo são motivos clássicos de acolhimento. Se a defesa prévia for aceita, a autuação é arquivada e não há penalidade.

Uma dica importante: a defesa prévia bem feita resolve uma boa parcela dos casos sem precisar chegar às instâncias seguintes. Por isso, vale dedicar tempo à redação do texto, organizar os argumentos por tópicos e anexar todas as provas. Quando o motorista não se sente seguro para redigir, contar com orientação especializada aumenta as chances de sucesso.

Recurso na JARI

Se a defesa prévia for negada e a penalidade for aplicada, abre-se a segunda oportunidade: o recurso à JARI — Junta Administrativa de Recursos de Infrações. O prazo é de 30 dias a contar da notificação da penalidade, e o recurso é analisado por uma junta composta por representantes do poder público e da sociedade civil.

No recurso à JARI, os argumentos podem ser reforçados, e é possível apresentar provas novas. A decisão da JARI pode manter, abrandar ou cancelar a penalidade. Muitas autuações são canceladas nesta fase por inconsistências na documentação ou pela argumentação bem fundamentada.

Vale lembrar que a JARI analisa principalmente os aspectos formais e a regularidade do auto de infração. Por isso, é fundamental apontar com precisão cada erro cometido pelo órgão autuador: notificação fora do prazo, agente sem identificação, descrição da infração divergente da foto, entre outros. Quanto mais objetivos forem os apontamentos, maiores as chances de acolhimento.

Recurso em segunda instância (Cetran)

O Cetran, Conselho Estadual de Trânsito, é a segunda e última instância administrativa para recursos de multas de trânsito. O prazo para recorrer é de 30 dias a contar da notificação da decisão da JARI. O recurso deve ser enviado no próprio Cetran ou no órgão que aplicou a penalidade, conforme as regras de cada estado.

Nesta fase, vale reforçar os argumentos com foco na legalidade e na proporcionalidade da penalidade, apresentando provas novas sempre que possível. Muitos motoristas consultam profissionais especializados em direito de trânsito nesta etapa, o que aumenta as chances de sucesso, especialmente em casos complexos.

Se o recurso ao Cetran for acolhido, a multa é definitivamente cancelada. Se for negado, a decisão administrativa se esgota, e a única alternativa é a via judicial, que exige avaliação de um advogado. Na prática, a maioria dos casos é resolvida nas instâncias administrativas.

Pontuação e indicação do condutor

A multa por não usar cinto gera 5 pontos na CNH, e esses pontos são lançados para o condutor que estava dirigindo no momento da infração. Quando o veículo pertence a uma empresa ou a outra pessoa, e o condutor não foi identificado na abordagem, o proprietário recebe a notificação e precisa indicar quem estava ao volante dentro do prazo legal.

Para o transportador autônomo, a pontuação é um alerta: o acúmulo de infrações graves e gravíssimas pode levar à suspensão do direito de dirigir, o que impacta diretamente o trabalho. Acompanhar a pontuação regularmente e contestar autuações indevidas são formas de proteger a habilitação e a renda.

A indicação do condutor é um procedimento específico, com prazo e forma definidos pelo órgão autuador. Perder esse prazo significa assumir os pontos indevidamente. Por isso, empresas de transporte devem manter um controle rigoroso de quem dirigia cada veículo em cada data, facilitando a indicação correta e evitando surpresas.

Mantenha a documentação do transporte em dia

Para quem atua no transporte rodoviário de cargas, a multa de trânsito não é o único risco: a documentação também precisa estar regular. O transporte remunerado de cargas exige o registro no RNTRC, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas, emitido pela ANTT. Em fiscalizações conjuntas, a PRF verifica tanto as condições do veículo quanto a regularidade do cadastro do transportador.

Manter o RNTRC em dia evita autuações específicas do transporte e facilita a vida do motorista em barreiras e postos de fiscalização. A tabela de serviços da ANTT define os valores de cadastro, inclusão de veículos e implementos, atualização cadastral e alterações cadastrais. Confira os valores atuais:

Serviço TAC (Pessoa Física) ETC (Pessoa Jurídica)
Cadastro novo RNTRCR$ 276R$ 343
Inclusão de veículo automotorR$ 276R$ 324
Inclusão de implemento (sider/prancha/baú)R$ 276R$ 220
Renovação/renovaçãoR$ 324R$ 324
Exclusão (baixa)R$ 87R$ 87
Alteração de placaR$ 110R$ 110
Alteração de dados cadastraisR$ 171R$ 171

Os valores variam conforme o tipo de registro: TAC, Transportador Autônomo de Cargas, para pessoa física, ou ETC, Empresa de Transporte de Cargas, para pessoa jurídica. Antes de fechar qualquer contrato, confirme os valores vigentes, pois a tabela pode ser atualizada. Para valores e procedimentos que não constam deste guia, fale com a nossa equipe diretamente.

Dica: ao receber a notificação, fotografe e guarde o envelope, o aviso de recebimento e todos os documentos relacionados. Erros de preenchimento, como placa trocada, local incorreto ou enquadramento errado, estão entre os motivos mais comuns de anulação de multas. Na dúvida entre pagar e recorrer, consulte o órgão autuador ou um profissional especializado em direito de trânsito.

Perguntas frequentes sobre multa por não usar cinto de segurança

Qual o valor da multa por não usar cinto de segurança?

A multa por não usar cinto de segurança é de R$ 195,23, conforme o art. 167 do CTB, que classifica a conduta como infração grave. O valor pode ser pago com 20% de desconto em até 20 dias da notificação, conforme o art. 284 do CTB.

Quantos pontos na CNH a multa por cinto de segurança gera?

A infração do art. 167 do CTB gera 5 pontos na CNH do condutor. Se o veículo não estava sendo conduzido pelo proprietário, é necessário fazer a indicação do condutor para que os pontos sejam lançados corretamente.

Posso pagar a multa por cinto com desconto?

Sim. Pagando em até 20 dias da notificação, o motorista tem direito a 20% de desconto, conforme o art. 284 do CTB, desde que renuncie ao direito de recorrer. O valor passa de R$ 195,23 para R$ 156,18.

Qual o prazo para apresentar defesa prévia?

O prazo é de 30 dias a contar da data da notificação de autuação. A defesa prévia deve ser enviada no órgão autuador, acompanhada dos documentos que comprovem os argumentos apresentados.

O que acontece se eu não pagar nem recorrer?

Se o motorista não pagar e não apresentar defesa ou recurso, a penalidade é mantida, os pontos são lançados na CNH e o débito pode ser inscrito em dívida ativa, gerando restrições no licenciamento e na transferência do veículo.

A multa de trânsito afeta o cadastro ANTT?

A multa em si não cancela o RNTRC, mas manter o veículo e a documentação do transporte regulares evita complicações em fiscalizações conjuntas. Para saber como uma infração específica pode influenciar o seu cadastro, fale com a nossa equipe.

Posso recorrer da multa por não usar cinto de segurança?

Sim. O motorista pode apresentar defesa prévia em até 30 dias da notificação de autuação e, se a penalidade for aplicada, recorrer à JARI e depois ao Cetran, cada um com prazo de 30 dias a contar da notificação da decisão anterior.

Conclusão

A multa por não usar cinto de segurança, prevista no art. 167 do CTB, é infração grave com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH, mas o motorista tem um caminho completo de defesa: pagamento com 20% de desconto em até 20 dias, defesa prévia em 30 dias, recurso à JARI e recurso ao Cetran. Seguir o processo na ordem certa e respeitar os prazos aumenta muito as chances de anular autuações indevidas e evita prejuízos desnecessários.

Além de cuidar das multas, quem vive do transporte precisa manter o RNTRC e a documentação do veículo sempre em dia, com os valores da nossa tabela conferidos no site. Com disciplina, documentação organizada e conhecimento do procedimento, o motorista reduz riscos, economiza dinheiro e ganha tranquilidade na estrada.

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