Precisa deste serviço? Nós fazemos 100% online 🚛
Oferecemos este serviço para todo o Brasil: nossa equipe cuida de todo o processo, do cadastro ao pedido, em até 24h úteis.
Quanto custa o certificado VGM? A resposta curta: o documento em si não tem custo — não existe uma "tarifa de VGM" cobrada por órgão público. O que custa dinheiro é o processo por trás dele: a pesagem do contêiner, a estrutura para fazer a soma dos pesos, a transmissão eletrônica e, principalmente, o preço dos erros. Um VGM mal apurado ou entregue fora do prazo pode custar muito mais do que qualquer pesagem.
Para o transportador rodoviário, a conta do VGM se soma a outra, maior: a do trecho terrestre. Levar o contêiner até o porto exige caminhão regular, RNTRC ativo, CT-e, MDF-e e seguro da carga — e cada item dessa lista tem custo. A parte que tem valor fixo é a da ANTT: os preços de cadastro, renovação e inclusão de veículos, que valem igual em todo o Brasil.
Neste guia, você vai entender o que entra no custo do certificado de peso bruto, quanto pesa cada etapa, quais são os custos escondidos de um VGM errado ou atrasado, quanto custa manter a operação rodoviária regularizada no primeiro ano e quem paga o quê na cadeia do contêiner.
O certificado VGM tem custo?
Não existe valor para emitir o certificado de peso bruto. O VGM não é um documento vendido pela ANTT, pela Receita Federal ou pela autoridade portuária: é uma declaração do embarcador, transmitida diretamente ao armador. Nenhum órgão cobra "emissão de VGM" — e qualquer oferta de "certificado VGM" pago como se fosse um documento merece desconfiança.
O que existe é custo de processo: a pesagem, a mão de obra para organizar os dados, o sistema de transmissão eletrônica e, em alguns casos, o preço de serviços do agente de carga ou do terminal que faz a pesagem. Esses custos são de mercado e variam de porto para porto, de terminal para terminal. A regra é sempre a mesma: peça orçamento e compare — nunca aceite o primeiro preço como se fosse tabela.
Quanto custa pesar o contêiner
O custo da pesagem é a principal despesa do VGM no método 1. Terminais portuários, básculas de despachantes e operadores logísticos cobram pela pesagem do contêiner cheio, e o valor varia conforme a região, o tipo de equipamento e o volume de operações — quem pesa contêineres com frequência costuma conseguir preço melhor por contrato ou pacote.
Não existe tabela nacional para esse serviço, então o correto é tratar como custo de mercado: peça o orçamento, confira se a balança tem certificação metrológica (no Brasil, a referência é o INMETRO) e verifique se o comprovante sai com o número do contêiner e o peso bruto. Um detalhe importante: a pesagem feita no terminal, na entrada para o embarque, costuma ser a mais cara e a mais arriscada em termos de prazo — pesar antes, na báscula do despachante ou do armazém, sai mais barato e deixa a operação mais folgada.
Método 1 ou método 2: qual sai mais barato?
No método 2, o embarcador não pesa o contêiner fechado: soma o peso da carga, das embalagens, dos pallets e das amarrações com a tara do contêiner. Em teoria, esse método evita a despesa da pesagem — mas só se os pesos individuais já existirem com confiança, por exemplo vindos da balança da fábrica ou do fornecedor. Quando a carga é fracionada, de vários fornecedores, ou embalada de formas diferentes, montar a soma confiável pode custar mais caro em mão de obra do que a própria pesagem.
Na prática, a decisão entre os métodos é de gestão de risco. O método 1 elimina a discussão: o peso é o da balança, ponto final. O método 2 é viável quando a cadeia de pesos é documentada e disciplinada. O custo escondido do método 2 é o erro: uma soma incompleta gera VGM subestimado, e o preço de um embarque barrado por peso divergente é sempre maior do que qualquer pesagem economizada.
Os custos escondidos do VGM errado ou atrasado
O maior custo do VGM não está na emissão — está no erro. Um contêiner sem VGM ou com VGM divergente é recusado no terminal, e a partir daí a conta cresce rápido: estadia do contêiner no pátio (demurrage), movimentação extra para nova pesagem, replanejamento do embarque, novo agendamento no porto e o risco de perder a viagem do navio, com a carga parada até o próximo embarque.
Há também o custo do atraso no trecho rodoviário: o caminhão que espera na fila do porto, o motorista parado, a diária do veículo e o frete que atrasa para o cliente. E, no limite, o custo reputacional: embarcador que erra VGM com frequência perde prioridade de booking, perde espaço no navio e paga mais caro no longo prazo. Por isso, o VGM deve ser tratado como investimento em precisão, não como despesa a evitar.
O custo do trecho rodoviário: RNTRC em dia
Para o transportador, o custo mais previsível da operação com contêineres é a regularização na ANTT. O transporte remunerado de cargas exige RNTRC ativo — TAC para pessoa física, ETC para pessoa jurídica, e os preços são e os da nossa tabela:
| Serviço | TAC (Pessoa Física) | ETC (Pessoa Jurídica) |
|---|---|---|
| Cadastro no RNTRC | R$ 276 | R$ 343 |
| Renovação (revalidação) | R$ 324 | R$ 324 |
| Inclusão de veículo automotor | R$ 276 | R$ 324 |
| Inclusão de implemento | R$ 276 | R$ 220 |
| Alteração de dados | R$ 171 | R$ 171 |
| Alteração de placa | R$ 110 | R$ 110 |
| Exclusão do registro | R$ 87 | R$ 87 |
Além dos preços, o transportador que opera contêineres tem custos de rotina: o certificado digital para emitir CT-e, o seguro de carga (RCTR-C), o pedágio, o combustível e a manutenção. E tem o custo da irregularidade: rodar sem RNTRC ou com registro irregular rende multa de até R$ 5.000 por veículo por fiscalização, retenção do caminhão e bloqueio na portaria do porto. Economia que parece boa no papel vira prejuízo na primeira abordagem.
Quanto custa o primeiro ano regularizado
Para o autônomo que está começando, dá para montar a conta do primeiro ano somando os preços. O TAC que abre o registro, inclui o cavalo e a carreta e renova ao final do ano gasta: R$ 276 do cadastro, mais R$ 276 da inclusão do veículo automotor, mais R$ 276 da inclusão do implemento, mais R$ 324 da renovação — total de R$ 1.152 no primeiro ano.
Para a empresa, a conta é parecida com valores diferentes: R$ 343 do cadastro ETC, mais R$ 324 da inclusão do veículo, mais R$ 220 da inclusão do implemento, mais R$ 324 da renovação — R$ 1.211 no primeiro ano. São somas puras da nossa tabela de valores, sem preços extras inventadas. Sobre elas, somam-se os custos de mercado da operação — certificado digital, seguro, combustível, que variam de transportador para transportador e devem ser orçados caso a caso.
Quem paga o quê na cadeia do contêiner
A divisão de custos do VGM é clara na teoria. O embarcador paga a apuração do peso — a pesagem ou a estrutura do método 2 — e os custos de correção quando o VGM está errado. O armador recebe e processa a informação, e o terminal cobra os serviços que presta, como a pesagem na entrada e as movimentações extras. O transportador rodoviário paga a regularização e a operação do trecho terrestre.
Na prática, porém, os custos vazam de um elo para o outro: atraso do embarcador segura o caminhão na fila, erro de peso do embarcador gera custo de estadia que o exportador repassa no frete, e contêiner barrado atrasa a programação de todo mundo. Por isso, nas operações mais maduras, o VGM é conferido como um dado de todos — cada elo da cadeia ganha quando o peso chega certo, completo e no prazo.
Como comparar orçamentos sem cair em armadilha
Como a pesagem e os serviços de apoio são custos de mercado, a comparação de orçamentos faz parte do controle de custo do VGM. Na hora de comparar, olhe além do preço: a balança tem certificação metrológica? O comprovante sai com o número do contêiner e o peso bruto? O prazo de atendimento cabe na sua programação de embarque? Um orçamento barato que não serve para o embarque é caro — e o barato que atrasa o contêiner é o mais caro de todos.
Perguntas frequentes sobre o custo do certificado VGM
O VGM é obrigatório para todo contêiner?
Sim, para todo contêiner cheio embarcado em navio em operação internacional, por exigência da Convenção SOLAS desde 1º de julho de 2016. O contêiner sem VGM não é recebido no terminal e não embarca — e cada dia de espera no pátio gera custo de estadia.
Quem deve fornecer e pagar o VGM?
O embarcador, que contrata o transporte marítimo e assina a declaração do peso verificado, é quem responde pelo VGM e arca com o custo da apuração — pesagem ou montagem da soma. Ele pode repassar a execução a agentes e terminais, mas a responsabilidade e o custo final são dele.
Como calcular o peso bruto verificado?
Pesando o contêiner fechado em balança certificada (método 1) ou somando o peso da carga, das embalagens, dos pallets e das amarrações com a tara do contêiner (método 2). Os dois métodos são válidos; o que muda é o custo e o risco de erro de cada um.
Quem assina o certificado VGM?
O embarcador ou pessoa por ele autorizada, com assinatura eletrônica ou manual. Quem assina assume a responsabilidade pelo peso declarado — por isso a assinatura só deve acontecer com o comprovante da apuração em mãos.
O que acontece se o contêiner chegar sem VGM?
Ele é recusado para embarque e fica retido no pátio, gerando estadia, movimentação e replanejamento — custos que podem superar em muito o valor da pesagem. O contêiner só embarca depois que o embarcador apura e transmite o peso verificado.
Qual é a diferença entre VGM e peso declarado?
O peso declarado é o valor comercial informado em documentos como o conhecimento de embarque e a nota fiscal, e pode ser estimado. O VGM é o peso verificado, apurado por pesagem ou soma documentada, usado no plano de estiva do navio. O peso declarado não substitui o VGM.
Existe multa para o VGM errado ou ausente?
Não há valor fixo de multa na SOLAS para o VGM: a consequência é a recusa de embarque e os custos de estadia, replanejamento e responsabilização em caso de sinistro. No trecho rodoviário, o excesso de peso do contêiner é autuado na balança, com multa por 200 kg de sobrepeso e retenção até transbordo — valores atualizados fale com a nossa equipe.
Conclusão
O custo do certificado de peso bruto é feito de escolhas. Quem apura o peso com método confiável, transmite no prazo e mantém o trecho rodoviário regularizado paga o preço justo da operação: a pesagem, os preços e a rotina do transporte. Quem improvisa paga o preço do erro: estadia, retrabalho, embarque perdido e multa.
Para o transportador de contêineres, a conta mais importante é a da regularidade. Com o RNTRC ativo, os preços pagas dentro do prazo e a documentação organizada, o caminhão entra no porto, o contêiner embarca e o frete fecha no valor combinado — sem surpresa na balança e sem susto na portaria.
Quer saber exatamente quanto custa regularizar sua operação de contêineres?
Nossa equipe cuida do cadastro TAC ou ETC, da inclusão de veículos e implementos, das alterações e da regularização e atualização do RNTRC, com análise da documentação e envio para a regularização. Centenas de transportadores já regularizaram o registro com a nossa ajuda.
Regularizar meu cadastro ANTT agora →